Este é o belo centro histórico Römerberg, com a prefeitura e as construções tradicionais Ostzeile...


O skyline à beira do rio Main, com arranha-céus de empresas e bancos. Não é à toa que um dos apelidos de Frankfurt é "Mainhattan".
Olá, irasshaimassê. Seja bem-vindo ao meu sushibar. Por que sushibar? Ah, sei lá, na verdade queria abrir um boteco, mas como estou aqui no Japão decidi que será um sushibar mesmo. O blog é meu, posso chamá-lo como quiser, não é? ;-) E aí, vai um sushi? Uma cerveja? Aviso aos clientes: servimos também pizza, acarajé e salsicha wurst, pois o blogueiro-sushiman morou também em São Paulo, Salvador e Frankfurt.









Muita comida, bebida, shows e muito, muito saquê. Além da festa com várias barracas na praça central da cidade, a rua histórica das fábricas da bebida recebe os visitantes com saquê grátis ou a preços simbólicos.

Enquanto os moleques Liuzzi e Doornbos pilotaram alguns riquixás recheados de modelos pelas ruas de Tóquio...

... o Raikkonen levou seus relógios para desfilar, junto com a Nao Matsushita...

... e o Coulthard foi brincar de ursinho de pelúcia com o lutador de sumô búlgaro Koto Oshu...

... e o Schumacher... ah, o Schumi foi para a festinha da Bridgestone, acompanhado pelo Zacarias, quer dizer, o Massa!

O jogo foi contra Gana, estádio lotado em Yokohama. Os ganeses fizeram 1 a 0, gol na metade do segundo tempo. O resultado não é de lá todo mau, se lembrarmos que Gana foi o único africano que passou para as oitavas na Copa e só tinha perdido para a campione Itália. Ah, e Gana foi eliminada naquela partida suspeita contra o Brasil, lembra-se?
Eu diria que Macau é o maior restaurante fusion do mundo, e a céu aberto. Não poderia deixar de visitar este lugar, onde mais poderia ouvir português aqui na Ásia? Em todo lugar, indicações em chinês, inglês e português, que legal. Nas placas de ruas, apenas em chinês e português mesmo.

Mas o principal cartão postal de lá são as Ruínas de São Paulo, que é o que restou da catedral da cidade.

Eu escrevi sobre restaurante fusion, pois a comida daqui é uma mistureba ótima. Paellas com um quê de yakisoba, pratos de curry gratinados à moda mediterrânea, bacalhaus e azeites convivendo com macarrão oriental e molho de ostras. É o resultado de décadas de convivência de mercadores portugueses, com população chinesa e com empresários de Hong Kong. Encontramos um grande número de turistas japoneses aqui, o engraçado foi saber que o japonês vê Macau como uma espécie de Principado de Mônaco da Ásia, devido ao tamanho, aos cassinos e à arquitetura européia.
Almoçamos num restaurante portuga, o dono era o Pedro, recém chegado daterrinha. Bem simpático, nos recomendou o Bacalhau à Gomes de Sá e Bacalhau na Nata, acompanhado de sangria da casa. Nham.

A orla da ilha, ou waterfront, é um show de bola realmente. Muito bonito, só o passeio de Star Ferry já vale um belo (e barato) passeio panorâmico.

Em Kowloon, onde nos hospedamos, está a Avenue of Stars, com as palmas das mãos das principais estrelas do cinema chinês hoje: Jackie Chan, Jet Li, Ziyi Zhang... Aliás o Jackie Chan é o rei lá, só dá ele, tá loco!




As torres pelo caminho são bem-vindos pontos de sombra e descanso, além é claro de vendedores com suspeitas garrafinhas de água mineral. Aliás numa destas torres até encontramos uma turma de brasileiros, paulistas que moravam no Rio e estavam de férias na China. Brasileiro tem em todo lugar mesmo...
Um rapaz que fazia as vezes de guia nos acompanhou, e explicava que setores tinham sido reformados e quais as funções das janelas, além de mostrar as inscrições estranhas esculpidas em alguns trechos. Não lembro do nome dele, mas eu o apelidei de Mr. Careful, porque toda hora ele dizia "Careful! Careful!"...


Vi guloseimas como espetinhos de lacraia e cavalo marinho até estrelas do mar fritas. Mas os clássicos ainda são as lagartas, os gafanhotos e os escorpiões, é claro!

Claro que eu não podia perder a chance de descobrir o gosto de um escorpião grelhado. Pedi o espetinho de escorpiões pequenos, porque o grande acho que tinha muito "recheio" para o meu gosto... E no fim acabei descobrindo que escorpião tem gosto de... ah, tem gosto de escorpião, oras...
Mas o que mais marcou no dia de Suzhou foi a viagem de volta. De alguma maneira, um chinês embarcou no trem com uma galinha viva. A comissária de bordo, então, deve ter dito a ele que, nestes tempos de gripe asiática e gripe do frango, não são permitidos animais vivos a bordo. Ao que ele respondeu "o que faço então?". "Não tem problema senhor, deixe que eu resolvo." (claro que este diálogo foi o que eu imaginei, pois não entendo chinês). A comissária levou a galinha, segurando pelos pés, até o banheiro do trem, e a matou. De quebra, depenou a galinha. Que cortesia da companhia de trem, serviço grátis, imaginei.
Esta cidade fica a uma hora de trem de Shanghai. O que atrai os turistas aqui são os antigos canais, que serviam ao comércio e transporte, como em Veneza. Aliás o comércio de produtos de seda ainda é bem forte aqui, vários centros de produção de seda ainda funcionam. Na verdade os canais estão meio caídos, e só agora o governo está fazendo um belo trabalho de recuperação.


Fizemos este side-trip de Shanghai, em uma viagem de trem que durou 2 horas.
A cidade é famosa pelo chá verde e pelo Lago Oeste. A região do lago é linda, com vários parques e pequenas praias - o que atrai vários casais que ficam admirando a orla.

Um lugar interessante que fomos foi uma pequena ilha no lago, que possuía ainda um pequeno lago, e que por sua vez tinha ainda uma pequena ilhota. Ou seja, uma ilha dentro de um lago dentro de uma ilha no Lago Oeste. Deu pra entender? Por isso dizem lá: "sem lago, não há ilha, sem ilha, não há lago".